Rio tem circulação normal de transporte público, apesar do anúncio de paralisação



RIO — Apesar do anúncio feito pelo sindicato da categoria de paralisação por 24 horas, a circulação de ônibus no Rio ocorre normalmente na manhã desta quarta-feira, apesar do anúncio de paralisação feito na terça-feira por motoristas e colaboradores de coletivos da cidade. Metrô, trem e barcas anunciaram que também vão manter o transporte normal.

Pouco antes das 5h, coletivos eram vistos circulando em diversas vias do centro, Regiao Portuária e parte na Zona Norte. O ato, anunciado contra as reformas trabalhista e da Previdência proposta pelo governo federal, foi divulgado na noite de terça-feira.

Nos arredores da Central do Brasil, o embarque de passageiros ocorreu de forma usual, no início da madrugada desta quarta-feira. No local, pouco antes da 1h, alguns coletivos passavam pelos dois sentidos da Avenida Presidente Vargas e os pontos não estavam cheios. O mesmo quadro foi registrado o terminal da Alvorada, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Uma despachante de uma empresa de ônibus disse que, apesar da informação sobre a paralisação, o funcionamento da linha operava como nos outros dias. O panorama era similar no terminal localizado atrás da Central do Brasil, ponto final de diversas linhas de ônibus que têm como destino a Baixada Fluminense.

Na Avenida Brasil, os pontos, especialmente no sentido Centro da via expressa, estavam cheios de passageiros. A maioria deles, no entanto, não demonstraram preocupação com uma possível interrupção ou diminuição na circulação de coletivos. Outros, porém, confessaram terem ficado apreensivos quando tomaram ciência de que uma paralisação poderia ocorrer.

— A movimentação de ônibus está normal, pelo menos agora de manhã. Pode ver que até coletivos vindos da Zona Oeste, de bairros como Bangu e Campo Grande estão passando. Claro que quando a gente houve a informação de que uma paralisação poderia ocorrer ficamos um pouco apreensivos, porque o patrão não quer saber, tem chegar ao trabalho — disse o Militar Jeferson Silva, de 25 anos, que aguardava o ônibus em um ponto na altura de Manguinhos da Avenida Brasil.

Uma outra passageira contou que saiu de Jacarepaguá e estava a caminho de Niterói. De acordo com ela, o ônibus passou pontualmente às 5h da manhã no bairro da Zona Oeste. E, por volta das 5h40m, seguiu viagem no segundo coletivo rumo a Niterói.

— Fiquei com medo de não ter ônibus. Mas graças a Deus tudo está normal - disse ela, enquanto seguia para embarcar no coletivo.

Moradora de Bonsucesso, a doméstica Jaqueline Souza, de 34 anos, acordou uma hora mais cedo com medo de chegar atrasada no trabalho, em Copacabana, por causa deb uma possível paralisação nos transportes. Às 4h30 já estava de pé e se surpreendeu com a movimentação normal dos ônibus.

— Achei que fosse ser bem pior. Esperei só 10 minutos no ponto e ainda vim sentada — disse, aliviada.

De acordo com o presidente do sindicato de Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio, Sebastião José, a adesão à paralisação foi menor do que o esperado durante a madrugada. Segundo ele, só depois das 7h será possível ter um parâmetro melhor da mobilização, mas ele acredita que a situação será normalizada

— Não imaginávamos que a adesão seria tão baixa. Não consigo nem mensurar, mas acho que não passa de 30%. Os empresários de ônibus pagaram um dinheiro extra para os motoristas tirarem os ônibus da garagem. Foi uma estratégia inteligente. Espero que em outros setores o movimento não seja tão fraco como o nosso — lamentou.




Via Extra
15/03/2017


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