Vítima de desabamento de estrutura de carro alegórico no Rio vai abandonar o carnaval



Retirada de maca da Marques de Sapucaí, após parte da estrutura do carro alegórico em que desfilava desabar, a auxiliar de escritório Rafaela Marcolino da Silva ainda não recebeu qualquer auxílio da escola Unidos da Tijuca.

Ela é uma das 12 pessoas que ficaram feridas no acidente com o carro da escola, na noite da segunda-feira de carnaval.

Rafaela passou por três hospitais e tem uma cirurgia marcada, para esta quarta-feira, em um hospital particular na Zona Norte do Rio. Ela fraturou a tíbia e quebrou a fíbula na base do tornozelo, da perna esquerda. Além disso, também sofreu queimadura nos glúteos, ao cair em cima de lâmpadas do carro.



Rafaela é socorrida por Bombeiros logo após o acidente na Marques de Sapucaí Foto: Pablo Jacob. / Pablo JacobAgência O Globo

Bastante abalada com o que ocorreu, Rafaela disse que nunca mais voltará a desfilar no carnaval.

— Minha cabeça está a mil, sou uma pessoa muito independente faço tudo sozinha. Meu filho depende de mim para tudo e estou psicologicamente muito mal. Não irei desfilar mais em nenhuma escola. Abandonarei o carnaval — disse.

A auxiliar de escritório revelou que não teve tempo de pensar em nada no momento da queda.

— Não tive tempo para pensar. Só chorava e pedia socorro segurando meu pé — disse, acrescentando que após o acidente, recebeu um telefonema de um representante da escola e nada mais.

Para o advogado Carlos André, que defende os interesses de Rafaela, sua cliente não foi amparada pela Unidos da Tijuca.

— A escola não prestou nenhum auxílio. Seja psicológico, seja financeiro, seja material, enfim, não houve essa prestação desse serviço. O que a gente tem que ter como parâmetro é que isso não é um favor. A escola cometeu um ato falho. Ela caiu durante um desfile da escola —- disse o advogado .

Perna esquerda foi imobilizada Foto: Reprodução

Segundo o advogado, Rafaela está preocupada com a saúde e ainda não decidiu se vai ou não entrar com um ação judicial com pedido de indenização. A auxiliar de escritório foi socorrida inicialmente no Hospital Miguel Couto e em seguida transferida para o Hospital dos Bombeiros. Neste último, a cirurgia só poderia ocorrer na próxima sexta-feira.

Preocupada com a situação, a família de Rafaela optou por agilizar o processo e realizar o procedimento em um hospital particular.

A assessoria da Unidos da Tijuca informou que procurou Rafaela Marcolino no Hospital Miguel Couto e no Hospital dos Bombeiros. Ainda segundo a assessoria, neste último hospital, um vice-presidente da escola fez contato com um parente da auxiliar de escritório e deixou um numero telefônico para que a família da vítima fizesse contato com os responsáveis pela Unidos da Tijuca.


Via Extra
02/03/2017


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