Funcionários públicos invadem Câmara de Belford Roxo

Pequenos grupos de manifestantes se revezam na ocupação da Casa Legislativa desde terça-feira. Fotos: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

BELFORD ROXO - Cerca de 300 funcionários da Prefeitura de Belford Roxo invadiram a Câmara Municipal da cidade na noite da última terça-feira (18). Eles cobram do prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, e do presidente da Câmara, Reinaldo Gandra, a revogação de uma lei publicada na última sexta-feira (14) e votada ao apagar das luzes, na véspera do feriado de Semana Santa, pela Casa Legislativa. Os servidores se revezam na ocupação e dizem que o ato é por tempo indeterminado.


Segundo informações do assistente social e integrante da comissão de servidores da Saúde, Fábio Xavier Zamberlan, 39 anos, o prefeito teria mandado a mensagem para a Câmara, pedindo o fim de vários direitos já conquistados pelos servidores municipais, tais como adicional por tempo de serviços, triênio, vale transporte, licenças, plano de carreira e benefícios por formação.


“Também estamos cobrando do prefeito os salários atrasados de setembro a dezembro do ano passado e o pagamento do 13º salário, como é nosso direito assegurado por lei”, contou. Ainda de acordo com os funcionários outras categorias também estão com os vencimentos atrasados. Eles prometem desocupar a Câmara somente quando o prefeito Waguinho quitar o débito e revogar o ato.


O plenário da Câmara está ocupado e não estão sendo realizadas sessões. “Só iremos sair após o presidente e o prefeito nos atenderem e retirarem está publicação absurda. Sem falar na colocação dos salários em dia”, finalizou um dos manifestantes que não quis se identificar. Após a invasão os servidores estão se revezando em grupos de cerca de 10 a 15 pessoas para impedir o funcionamento da casa até que a situação seja resolvida.

Prefeitura diz que está ‘protegendo’ servidores

Em nota, a Prefeitura de Belford Roxo justificou o corte de benefícios dos servidores como forma de “proteger a municipalidade e o próprio funcionalismo dos impactos da crise econômica que atinge não só este município, mas todo o Brasil”. 

Ainda segundo a prefeitura, “a ação de contenção de despesas é responsável e se faz necessária para que o Executivo cumpra suas obrigações financeiras com rigor e não volte a atrasar salários, uma vez que, além dos gastos do exercício vigente, ainda arca com o ônus deixado pela administração passada”. 


A nota termina dizendo que “a Prefeitura respeita o direito e valoriza o servidor, mas precisa agir com firmeza nesse momento para não comprometer a folha de pagamento dos próximos meses.


Via Jornal de Hoje
20/04/2017


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