Hospital da Posse sem recursos e com o futuro incerto



Os seis milhões de habitantes da capital do Rio de Janeiro contam com 17 emergências públicas. Na Baixada Fluminense, o número de hospitais com pronto atendimento é proporcionalmente menor. A região, composta por 13 municípios, conta com apenas três emergências para atender aproximadamente 4 milhões de pessoas.

Os dados foram apresentados durante audiência pública promovida pela prefeitura de Nova Iguaçu na noite da terça-feira (28). De acordo com o prefeito, Rogério Lisboa (PR), o problema fica ainda mais grave quando se leva em consideração a divisão do bolo realizada pelo Governo Federal. “Há diferença no investimento. Temos que dar um basta nisso”, afirmou.

No encontro foram apresentados os desafios enfrentados pelo município na administração do Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse. Segundo a prefeitura, o repasse de verbas para a unidade não chega a metade do necessário. Hoje, aproximadamente R$ 6,3 milhões são dedicados para a manutenção da unidade, longe do o ideal afixado pela administração da unidade, R$ 14 milhões.

Unidade está sobrecarregada

Quase metade dos atendimentos realizados no Hospital da Posse são de pacientes vindos de outros municípios da Baixada. “É preciso que os municípios ao redor entendam que o problema também é deles. Cerca de 45% dos atendimentos são de fora. O hospital está funcionando muito acima da capacidade e Nova Iguaçu paga a conta praticamente sozinha”, comentou o secretário municipal de Saúde, Hildoberto Carneiro.?

Atendimento não é só a pacientes do SUS


O diretor geral do Hospital da Posse, Joé Sestello, enfatizou que o hospital, por ser a maior emergência da região, é referência para atendimentos feitos em via pública pelo Samu ou Corpo de Bombeiros. “Mesmo que se tenha o melhor plano de saúde, quando ocorre um acidente ou a pessoa é vítima de violência é em uma unidade pública de saúde que será dado o primeiro atendimento emergencial. Ou seja, o Hospital da Posse não é apenas para quem depende do SUS”, afirma Sestello.

Na reunião foi costurada a articulação para um ato em defesa da saúde pública de Nova Iguaçu, ainda sem data e local definidos.



Via Conecta Baixada
07/04/2017



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