Ministério Público dá parecer pela liberdade de PMs flagrados executando traficantes no Rio



O Ministério Público do estado do Rio denunciou à Justiça por homicídio simples, crime cuja pena varia de 6 a 20 anos de prisão, os dois policiais militares do 41º BPM (Irajá) acusados de atirar contra dois traficantes, no dia 30 de março, em Acari, Zona Norte. 



A promotora Carmen Eliza, no entanto, deu parecer favorável à revogação da prisão preventiva dos PMs.

A promotora, responsável pela denúncia, defende que sejam adotadas medidas cautelares no lugar da prisão, como a transferências dos policiais para outro batalhão, onde deverão executar função administrativa. 



Eles também ficam proibidos de se aproximar ou ter contato com qualquer parente das vítimas ou testemunhas que não sejam militares e de transitar em qualquer local que abranja a área de atuação do 41º BPM.

Na sua justificativa, a promotora argumenta que não se deve ignorar a situação de “guerra" que os policiais enfrentam diariamente, e que resulta na "morte de muitos inocentes". O pedido de revogação da prisão foi feito pela defesa dos PMs e ainda será avaliado pelo juiz Alexandre Abrahão, do 3º Tribunal do Júri.

Na denúncia, o cabo Fábio de Barros Dias é acusado pela morte de Júlio César Ferreira de Jesus, e o sargento David Gomes Centeno pela execução de Alexandre dos Santos Albuquerque. Com os traficantes, ainda segundo a denúncia, foram apreendidos um fuzil e duas pistolas.

A execução dos suspeitos aconteceu em frente à Escola Municipal Jornalista Escritor Daniel Piza, na Pavuna, por volta das 17h. Na ocasião, a estudante Maria Eduarda Alves, de 13 anos, que estava dentro da instituição, foi atingida por tiros e morreu. A Polícia Civil investiga o caso e tenta localizar os responsáveis pelos disparos.



Via Extra
18/04/2017

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