Suspeito envolvido em tiroteio que matou menina em escola é preso em hospital



Policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) prenderam, na tarde desta segunda-feira, Peterson Sodré Jorge, conhecido como Maia, de 25 anos. 




Ele é apontado como um dos envolvidos no tiroteio entre traficantes e PMs que vitimou a menina Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, na última quinta-feira, na Fazenda Botafogo, Zona Norte do Rio.

Peterson foi localizado pelos agentes da especializada, coordenados pelo delegado Gustavo Castro, no Hospital estadual Adão Pereria Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com a polícia, ele deu entrada na unidade alegando ter sido vítima de bala perdida, versão que acabou contraposta pelas investigações.

Ainda segundo a DCOD, Peterson era um dos comparsas de dois homens mortos após o confronto — dois policiais do 41º BPM (Irajá) foram filmados disparando contra os suspeitos, já caídos, diante do muro da escola na qual Maria Eduarda havia sido alvejada. 


O fuzil encontrado no local logo após as mortes seria do criminoso preso nesta segunda-feira, que teria abandonado a arma durante a fuga.

As investigações da DCOD apontam ainda que Peterson é um dos gerentes do tráfico de drogas no Morro da Pedreira, responsável pela localidade conhecida como Bagdá. O suspeito também ficaria encarregado de negociar armas e drogas, além de emprestar armamento para a realização de roubos de carga.

Conversas em aplicativo

Em um celular que estava com Peterson, os policiais encontraram conversas por um aplicativo de mensagens que comprovavam tanto o envolvimento do suspeito com o tráfico de drogas quanto a participação do mesmo no confronto que resultou na morte de Maria Eduarda. Em um dos diálogos, um contato diz: “Aquele fuzil que os ‘canas’ pegaram era teu, cara”. O traficante responde: “Perdi, tomei no braço”.

Na sequência, Peterson relata ter fugido correndo do local do tiroteio, e chega a enviar uma foto do braço enfaixado logo após passar por cirurgia no hospital. O traficante também demontra revolta com a morte dos comparsas. “Estou cheio de ódio. Papo reto. Eu vi a cena toda. Não dá para acreditar que eles morreram”, escreve Peterson para um interlocutor.

Já em conversas mais antigas, do início de março, o bandido aparece negociando drogas: “Sabe dizer se o mano está trabalhando com skank e haxixe?”, pergunta um contato. Em seguida, Peterson responde afirmativamente.




Via Extra
04/04/2017


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