Ambulante é preso vendendo produtos roubados em trem

Luís Antônio, de 19 anos (ao centro), foi preso em flagrante por receptação qualificada Foto: Reprodução

Um ambulante foi preso em flagrante num trem da SuperVia, no início da tarde desta quarta-feira, por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC). Luís Antônio da Silva Botelho, de 19 anos, oferecia aos passageiros produtos que haviam sido roubados dois dias antes por bandidos do Complexo da Pedreira. 



De 2 a 9 de maio, na série “O Rio sem entrega”, o EXTRA revelou a atuação de camelôs na malha ferroviária como distribuidores de cargas roubadas.

Luís Antônio não tinha antecedentes e foi autuado pelo crime de receptação qualificada, com pena de três a oito anos de reclusão. Ele passará na manhã de hoje por uma audiência de custódia, que decidirá se ele permanecerá preso ou responderá em liberdade.

— Se alguém fosse flagrado comprando esse itens, também seria preso. A população precisa se conscientizar — frisou o delegado Maurício Mendonça, titular da DRFC.

Os chocolates vendidos pelo ambulante por menos de R$ 1, bem abaixo do preço habitual, faziam parte de uma carga avaliada em pouco mais de R$ 600 mil, roubada no fim da tarde de segunda-feira na Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti, onde homens armados renderam o motorista do caminhão. Na manhã do dia seguinte, agentes da DRFC já haviam recuperado parte dos produtos no Morro da Quitanda, situado no Complexo da Pedreira.

Os produtos que estavam sendo revendidos pelo camelô Foto: Luã Marinatto

Partida em Costa Barros

Ao chegar à DRFC, Luís Antônio disse que só falaria em juízo. Informalmente, porém, o camelô contou aos policiais que embarcou na estação Costa Barros do ramal Belford Roxo, onde, como foi noticiado pelo EXTRA, os ambulantes que vendem cargas roubadas costumam se concentrar. Ele foi detido perto da estação Rocha Miranda, no mesmo ramal.

Morador de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, o suspeito relatou ter adquirido os chocolates diretamente de bandidos do Morro da Quitanda, sabendo se tratar de mercadoria roubada. O camelô disse ainda ter pago R$ 50 pelos produtos que revenderia no trem.



Via Extra
11/05/2017


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