´Batata de Marechal Hermes´ vende até 1 tonelada por dia



Perto da Estação de Marechal Hermes da Supervia, o comerciante Ademar de Barros Moreira aproveita o sucesso de seu empreendimento 


No Dia Mundial da Batata Frita, celebrado nesta terça-feira (30), ele desconhece crise em um negócio que começou a empreender há 30 anos, quando investiu o equivalente a R$ 8 para comprar um saco do tubérculo para fritar, depois de várias tentativas de comércio de rua. 



Atualmente, Ademar chega a vender uma tonelada do produto em uma noite e tem o carrinho de batatas fritas mais famoso do Rio.

“Eu já vendi pipoca, milho verde e cachorro quente. Só que a batata foi o que deu mais certo. Com ela já estou há 30 anos”, explica Ademar, contando o começo de sua história.

Em 12 dias, o negócio consome 9 toneladas de batatas, em média. Os dias mais quentes para o comerciante são os finais de semana. “Por dia, eu vendo de 700 [quilos] a uma tonelada. Eu vendo três toneladas sexta, sábado e domingo”, contou ao G1.

Tanta batata é comprada no Ceasa, a principal central de abastecimento da cidade, já que ele não trabalha com produtos congelados, apenas in natura o que, segundo Ademar, faz muita diferença no sabor. 

Uma máquina é responsável pelo descascamento, mas o corte em tirinhas é feito à mão. As porções são acompanhadas de frango, bacon e calabresa.



Fama na web

Vindo de Jurumirim, em Minas Gerais, o comerciante tem consciência de que parte de sua fama se deve à internet, que popularizou as porções generosas com as quais costuma servir os clientes e que transbordam as quentinhas com as quais serve seu público. Para ele, o importante é a abundância.

“O segredo do sucesso é o tempo que estamos, a amizade que a gente faz e a quantidade de batata que eu boto na embalagem que custa R$ 30, R$ 35. Eu chego a colocar 2,5 kg a 3 kg. Eu vendo uma tonelada, mas eu coloco 2kg. Não é uma porção pequena”, explana Ademar, destacando que o cliente não quer miséria.

A fama dele e seu negócio de batatas fritas já se internacionalizou. O recorde histórico de venda aconteceu durante a Olimpíada no Rio de Janeiro, ano passado, quando ele vendeu 1,4 toneladas do produto em apenas um dia de competições.

Para o empresário, a batata é uma linguagem universal, citando o exemplo de que conseguiu atender toda a clientela estrangeira mesmo só falando português.

Sem crise

Celebrado no dia 30 de maio, o Dia Mundial da Batata Frita tem origem incerta. A rotina do comerciante, entretanto, é bem conhecida: ele começa a trabalhar às 16h e segue até o começo da madrugada, atendendo a demanda de um mercado que desconhece a crise. Ademar relata que o dia a dia pode ser cansativo, mas o cliente não pode ficar na mão.

“Às vezes, 3h ainda tem fila, mas a gente não pode parar. A pessoa já está um tempão na fila. Se parar, a pessoa vai se aborrecer. Então tem que atender todo mundo até normalizar um pouco para dizer que acabou. Às vezes as pessoas vem com criança, vem de [Duque de] Caxias, Niteroi. Entram numa fila com 20 pessoas. Se você disser que vai parar, ele não vai aceitar”, explicou o empresário.

Atualmente, Ademar emprega cinco funcionários fixos e dois extras, que trabalham aos fins de semana para reforçar o serviço nos dias de maior movimento. A esposa e duas filhas também ajudam no negócio. Ele esclarece que o comércio o permitiu conquistar estabilidade financeira, mas que não ficou rico.

“Dinheiro mesmo você não junta muito. Porque você paga. A minha luz varia de R$8 mil a R$ 11 mil. Não tem sacanagem. Aqui é tudo certo”, destaca ao G1, acrescentando que faz questão de que tudo seja legalizado.

Ao longo do tempo, na área onde Ademar trabalha, outros carrinhos de batata frita passaram a se instalar. Mas nenhum com o mesmo sucesso do comerciante. “A batata de Marechal é aqui”, enfatiza.





Via G1

30/05/2017



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