Protesto que pede saída de Temer e Diretas já acaba em confronto entre mascarados e PM no Rio



Momentos após o fim do pronunciamento do presidente Michel Temer, durante o qual ele afirmou que não vai renunciar, manifestantes começaram a se concentrar na Candelária, Centro do Rio. Um ato pedindo 'Diretas Já' e a saída do presidente começou por volta das 17h no local.

Por volta das 20h18, bombas foram ouvidas na região da Cinelândia e houve correria. Segundo a PM, o confronto começou com mascarados atacando os policiais que estavam fazendo a segurança. A manifestação que era pacífica se dispersou por conta da violência. Pelo menos uma pessoa ficou ferida e foi socorrida por voluntários em plena confusão na Cinelândia.

Manifestantes pacíficos se dirigiram para a Lapa. BBs, que já enfrentavam manifestantes no carro de som, agora enfrentam a PM na Cinelândia.

Imagens da Globonews mostraram uma pessoa ferida sendo levada para o atendimento na rua enquanto vários carros da PM chegaram ao local para reforçar e cercar a praça onde ocorre o tumulto.

Manifestantes e trabalhadores que deixavam os escritórios no Centro da cidade sofreram ao usar o metrô na tentativa de voltar para casa. O G1 flagrou homens e mulheres se protegendo dos efeitos do gás dentro da Estação Cinelândia.

Grupo de mascarados caminha pelas ruas do Centro durante ato contra Temer


O grupo de mascarados chegou à Cinelândia um pouco antes das 20H. Com placas que parciam escudos e os rostos cobertos o grupo caminhou em silêncio em meio a outros manifestantes.

O G1 registrou em vídeo o momento em que eles chegaram no local. Até então, o Batalhão de Choque acompanhava o ato, mas não havia qualquer confronto.

Protesto e caminhada pacífica

O protesto, que interditou as avenidas Presidente Vargas, na altura da Candelária e a Avenida Rio Branco, estava totalmente pacífico até então.

O grupo de manifestantes crescia a medida que trabalhadores deixavam suas empresas no Centro. Leonardo Palermo, de 57 anos, disse que estava na rua para tentar evitar eleições indiretas. "Ele [o Temer] não caiu ainda, mas ele já não tem apoio nenhum

Eu acho que a mobilização é muito mais pelas diretas já. Porque vão tentar manter o status atual com eleições indiretas. Somente alguém ungido pelo povo poderá levar os anseios da população", opinou.

Outro que participava do ato era o ator Humberto Carrão. "Desde que ele [Temer] entrou, eu milito constantemente para que ele caia e para que a gente tenha eleições diretas. Vivemos um golpe, a gente vive um governo que não é democrático e que tem que sair urgentemente. É importante que saia o Temer, importante que tenha eleições diretas e é importante que tenha fim todo esse projeto deles. É importantíssimo que a gente permaneça nas ruas, que a gente lute pelo fim das reformas, pelo fim do governo Temer e pelas Diretas Já", disse o ator.

Colegas de profissão dele como Leandra Leal e Wagner Moura também estiveram nas ruas do Centro nesta quinta, além de políticos como o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).



Via G1
18/05/2017

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