Rodoviários fazem protesto na Baixada Fluminense


O grupo protesta em frente ao portão da Viação Flores Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo

Rio- Funcionários de uma empresa de ônibus que opera trajetos na Baixada Fluminense e também no município do Rio realizaram uma manifestação contra as condições de trabalho entre a madrugada e manhã desta segunda-feira . Centenas de trabalhadores do Grupo Jal, localizada no Centro de São João de Meriti, ficaram por horas posicionados em frente à garagem, de onde nenhum coletivo saiu para realizar os transportes de passageiros. De acordo com os funcionários, a mobilização foi feita depois que eles "perderam benefícios", além de serem submetidos a descontos na folha de pagamento.

Composto por algumas empresas, como a Flores, Planalto e Rio do Ouro, os integrantes do ato disseram que o serviço de 56 linhas foi afetado, já que, estacionados no interior da garagem, os ônibus foram impedidos de sair — segundo os funcionários, havia no local cerca de 700 coletivos.

— Eles estão descontando o tempo de placa. Neste tempo a gente fica à disposição da empresa. Por exemplo, o funcionário tem 50 horas extras por mês e, se neste período, forem contabilizadas 42 horas de placa, o funcionário só recebe oito horas extras — afirmou o cobrador Paulo César dos Santos Silva, de 25 anos, que complementa: — O tempo de placa é o período, por exemplo, em que o motorista está parado no ponto final, ou dando alguma informação para passageiros, ou o cobrador recebendo o valor das passagens (com o coletivo parado). Inclui até o tempo que a gente tira para ir ao banheiro.

Ainda segundo os funcionários, eles pararam de receber a indenização pelo período de almoço que eles alegam não ter. O grupo argumenta que parou de receber a indenização no mês de abril.

Os funcionários das empresas também reclamam de outros benefícios que sofreram mudanças, como o auxílio farmácia — que os trabalhadores disseram não receber — e uma maior contribuição mensal no plano de saúde. Além disso, um motorista que também participou da manifestação disse que até a quantidade de óleo gasto por condutores está sujeita a punições.

— Nós precisamos economizar óleo, de acordo com uma cota que eles estabelecem. Caso isso não aconteça, eles nos mudam de horário e até demitem — contou esse funcionário.

Os primeiros coletivos eram para ter deixado a garagem ainda no período da madrugada. O grupo, no entanto, impediu que os ônibus deixassem o local . As linhas deixaram de guarnecer locais como São João de Meriti, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Duque de Caxias, todos municípios da Baixada Fluminense, além do município do Rio.

A Polícia Militar foi acionada, mas não foi necessário o uso da força para conter os manifestantes. Representantes da empresa foram até o local, ainda de madrugada e, depois de várias tentativas de negociação, ambos os lados do imbróglio chegaram a um acordo por volta das 6h20m.

No acordo, segundo os integrantes do protesto, a empresa analisará as reivindicações até a próxima quarta-feira, especialmente os valores que foram descontados. O grupo promete realizar um novo ato caso isso não ocorra.

Em seguida, as portas da garagem foram abertas e os coletivos começaram a deixar a garagem local.




Via Extra
08/05/2017



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