Suspeitos de estupro coletivo são identificados; vítima é ouvida em hospital

A menina é amparada por uma policial Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Quatro suspeitos do estupro coletivo de uma menina de 12 anos já foram identificados, informou o delegado-assistente da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), Rodrigo Moreira. O crime ocorreu na Baixada Fluminense e foi compartilhado em redes sociais. A jovem foi incluída no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM), informou a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, nesta segunda-feira.

Na manhã desta segunda-feira, a garota e a tia que denunciou o estupro à polícia foram à Dcav. As duas chegaram com os rostos cobertos por camisas da Polícia Civil. De lá, elas foram encaminhadas para o Centro de Atendimento ao Adolescente e à Criança (Caac), que funciona no Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro, onde a menina é ouvida. Depois, a vítima receberá medicação contra doenças sexualmente transmissíveis.

— Não temos ainda o nome completo deles (os suspeitos), mas temos os apelidos. São todos moradores da mesma comunidade que ela mora — disse Rodrigo Meira.

Segundo o delegado, a Polícia Civil fez uma solicitação para o Facebook preservar todo conteúdo que mostra o ato contra a menina. Foi pedido o congelamento de duas páginas fechadas da rede social — assim, mesmo que as pessoas deletem as mensagens, os registros serão mantidos —, nas quais estavam sendo compartilhados o vídeo e comentários sobre ele. A Dcav pedirá que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) dê apoio à investigação.

— As imagens começaram a ser compartilhadas (no Facebook) ao longo da semana e fugiram ao controle quando começaram a ser compartilhadas pelo WhatsApp — disse Rodrigo Moreira.

Crime registrado em vídeo

No vídeo compartilhado em redes sociais, pelo menos cinco rapazes aparecem nus. A vítima grita pedindo para que o estupro pare, mas os homens continuam com as agressões. Ela também tenta se esconder atrás de uma almofada.

“Cala a boca. Vão ficar ouvindo a sua voz e vão saber que é tu”, diz um dos agressores.

“Tapa o rosto da novinha”, diz o outro nas imagens.

Informações preliminares dão conta de que a menina só conhecia um dos rapazes envolvidos.

De acordo com o delegado Rodrigo Moreira, a polícia estuda a inclusão da menina em um programa de proteção, mas ainda terá que discutir isso com a família.

Protegida

Em nota, a Secretaria de Direitos Humanos informou que a jovem será encaminha para um local sigiloso, onde receberá apoio de especialistas.

Leia na íntegra:

"A família da adolescente de 12 anos vítima de um estupro coletivo na Baixada Fluminense aceitou integrar o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM). A Secretaria de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos ofereceu o programa à família da jovem nesta segunda-feira (08), quando a menina e seus parentes foram ouvidos na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav).

'Não podemos banalizar a violência. A vítima é uma criança que precisa ser protegida e orientada. Foi machismo, foi abuso sexual e psicológico o que essa jovem sofreu', diz o secretário de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos, Átila A. Nunes.

A adolescente será encaminhada para um local sigiloso onde será fornecida à família assistência jurídica, social e psicológica".




Via Extra
08/05/2017



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