Julgamento de acusados de matar na Baixada a grávida Rayanne começa nesta quarta

Rayanne foi morta em dezembro de 2016 Foto: Reprodução/Facebook

Seis meses após o assassinato da grávida Rayanne Christini Costa Ferreira, de 22 anos, em dezembro do ano passado, os acusados pelo crime começarão a ser julgados nesta quarta-feira, às 14h, no Tribunal de Justiça do Rio, no Centro. Thainá Silva Pinto, de 21 anos, e Fábio Luiz Souza Lima, de 27 anos, são acusados de sequestrar e matar Rayanne, além de ocultar o cadáver da jovem e do bebê. A jovem estava grávida de sete meses.

Thianá permanece presa desde dezembro, quando confessou o crime, após os restos mortais de Rayanne e do bebê serem encontrados na casa dela. Fábio, porém, responde em liberdade desde fevereiro. Segundo a juíza da 2ª Vara Criminal, Elizabeth Louro, não há indícios de que ele tenha participado do crime, uma vez que Thainá confessou totalmente o planejamento e execução dos assassinatos.

"Já no que se refere ao segundo denunciado, Fábio, nem o exame circunstanciado dos autos do inquérito leva à constatação mínima de que tenha ele tido participação nos homicídios. 
Observo que, em nenhuma das variadas versões apresentadas pela primeira ré em sede policial, há qualquer menção ou sugestão da participação de seu marido, inclusive, no último depoimento prestado por ela, em que assume integralmente a prática dos fatos. Tampouco confessa o denunciado Fábio sequer saber que havia corpos em seu quintal, limitando-se a admitir a ocultação do cadáver, ainda assim, apenas do bebê, embora alegue que pensava se tratar de um saco com roupas sujas", diz a magistrada.


Em depoimento à polícia, Thainá confessou que cometeu o crime porque não podia engravidar e sonhava em ter uma menina. Nas redes sociais, ela publicava fotos fingindo estar grávida. Parentes e amigos acreditavam na gravidez da mulher.

De acordo com o advogado de defesa de Fábio, André Serrano, a estratégia da defesa é mostrar que Thainá agiu sozinha, sem a participação do ex-companheiro.

- O Fábio não fez nada. Quem liberou ele foi a Justiça, porque a Thainá confessou tudo integralmente. Não há nenhuma participação do Fábio. Ele hoje responde somente por ocultação de cadáver e vamos trabalhar com o fato de que ele não sabia que ela tinha cometido o crime. 

A Thainá disse a ele que as bolsas com restos mortais eram roupa suja. Ele só foi saber o que tinha acontecido na delegacia, quando foi levado. Lá, ela pediu desculpas a ele e disse que lhe contaria depois o que tinha feito. Segundo ele, ela também o enganou sobre a gravidez dela. O Fábio hoje vive uma situação muito complicada. Ele vive escondido por causa desse sentimento que há de se "fazer justiça". Ele não quer qualquer contato com a Thainá, a família dela ou a família da Rayanne - contou o avogado.

A família de Rayanne foi procurada pelo EXTRA, mas ainda não retornou o contato. No enterro da jovem, em janeiro deste ano, a mãe dela, Bárbara Filomena Costa disse que só desejava justiça.

- Só resta confiar na Justiça, e que encontre os outros envolvidos. Não desejo a morte para ela (Thainá), mas sim vida, para que ela pague cada pedacinho de dor que estou sentindo - disse Bárbara.
Relembre o caso

Rayanne desapareceu no dia 13 de dezembro, após sair para encontrar Thainá na Central do Brasil, onde receberia doações para a segunda filha, que tinha nascimento previsto para o início deste ano. Rayanne morava em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. 


Os restos mortais da jovem foram encontrados carbonizados na casa de Thainá, em Magé, na Baixada Fluminense. Um exame de DNA confirmou que os restos eram mesmo de Rayanne. Policiais também encontraram pedaços do vestido e dos restos mortais da jovem na lixeira da casa. Uma perícia comprovou ainda que ossos femininos foram encontrados no quintal da residência.

Rayanne morava com a mãe, a filha de 3 anos e dois irmãos, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. Segundo amigos e parentes, ela estava em grupos no Facebook de doações de roupas e avisou que iria encontrar a mulher na Central do Brasil e iria até Magé, na casa da doadora, na Baixada Fluminense, para pegar as doações.


Fonte: Extra
13/06/2017


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