Duas pessoas morrem após tomar vacina de febre amarela em São Paulo



Duas pessoas morreram em razão da vacina da febre amarela desde outubro, segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo.

Em um período de um ano, são três os óbitos em razão dos efeitos adversos provocados pela vacina. Além disso, outros seis casos são investigados.

O balanço foi divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que alertou contra os perigos da vacinação indiscriminada.

Desde 2017, metade das infecções por febre amarela ocorreram em Mairiporã, 11% em Atibaia e 6% em Amparo. Essas três cidades respondem por dois terços dos casos de febre amarela silvestre em São Paulo. Segundo a Secretaria de Saúde, não há casos autóctones (contraídos na cidade) confirmados na capital.

De 2017 até o momento, houve 81 casos autóctones da doença e 36 óbitos.

O secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, confirmou duas mortes em razão da vacina. Nos dois casos, as vítimas moravam na Zona Norte da cidade, área de risco de infecção da doença.

O terceiro óbito divulgado pela Secretaria de Saúde estadual ocorreu em fevereiro de 2017 e morava em Matão, na região de Rio Preto.

As vítimas foram uma professora aposentada, de 76 anos, moradora de Ibiúna, e um homem que ainda não teve a identidade revelada.


Em entrevista à “GloboNews”, a sobrinha da idosa que faleceu após receber uma dose da vacina contra febre amarela, a tia já sentiu os sintomas da doença no dia seguinte.

"O que aconteceu é que ela tomou a vacina, no dia seguinte ela já se sentiu mal com os sintomas da febre amarela, e foi até um hospital municipal da região de Ibiúna", afirmou a sobrinha.

A Secretaria de Saúde destacou que a vacina é feita com o vírus vivo atenuado, de forma que o organismo possa produzir anticorpos contra a doença.

Posteriormente à aplicação da vacina, é comum a presença de sintomas como dores musculares e de cabeça, além de febre. Vermelhidão, inchaço e calor também podem ocorrer no ponto de aplicação da agulha.

“Justamente pelo perfil da vacina, a imunização é indicada apenas para quem precisa, considerando-se o risco de exposição à febre amarela. Portanto, em locais urbanos, onde não há transmissão, não há motivo para expor a população a um risco desnecessário.

Os parâmetros da literatura variam de 1 morte a cada 450 mil doses aplicadas”, destacou o comunicado da Secretaria de Saúde.


Com informações de O Globo

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